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Notícias - ANIMAIS


 

Autoridades se preocupam com aumento do abandono de gatos em Cuiabá (MT)

O abandono de gatos aumentou nas ruas de Cuiabá (MT). Tanto que a situação tem preocupado as autoridades de saúde pública que atuam na área de zoonoses, protetores e membros de organizações não governamentais (ONGs), que lutam pela instalação de um hospital veterinário público e conscientização da população pela guarda responsável desses animais. Na última semana, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL) 1376/03, que cria regras para o controle populacional de gatos e cães, em todo país.

Seguindo exemplo das demais cidades brasileiras, a capital mato-grossense não conta com um censo populacional sobre a quantidade de felinos. A estimativa baseada em campanhas de vacinação é de que a cidade conta com 13.678 gatos. Porém, por serem de procriação rápida, os animais podem ser vistos em bandos ou sozinhos pelos mais diferentes cantos, especialmente, onde encontram comida mais facilmente.

Entre os locais de concentração, mapeados pelo Centro de Controle de Zoonoses (CZZ), estão o Centro Político Administrativo (CPA), escolas municipais, universidades e condomínios residenciais. “São os gatos comunitários. Há várias pessoas que cuidam, mas na verdade ninguém toma os cuidados maiores em relação à guarda responsável. Esses animais também precisam de regras, de um domicilio, de higiene, vermifugação e vacinação”, alertou a coordenadora do CCZ, Alessandra Carvalho.

Ao mesmo tempo, a luta pela proteção e pelos direitos animais também cresce e conquista protetores, que se mobilizam para garantir os cuidados básicos a todas as espécies de animais.

É o caso da protetora Adelisa Arruda Siqueira que tem em casa três gatos e dois cachorros. Os felinos, carinhosamente chamados de Frederico, Pingo e Sombra, foram resgatados das ruas. Pingo, por exemplo, foi encontrado bastante ferido, especialmente, na região dos olhos e, mesmo após tratamento, ficou com a visão comprometida.

“Já recolhi gatos que tinham acabado de nascer. As pessoas pegam o animal por que acham lindos, mas não cuidam, não castram e eles vão parindo e sendo abandonados”, lamentou. “As pessoas têm que saber que quando adquirem um animal, ele passa a fazer parte da família, precisa de carinho, de cuidado e de um lar”, acrescentou.

Apaixonada por animais e até por uma questão de compaixão, Adelisa Siqueira faz parte de um grupo de voluntários que se juntou para cuidar de cães e gatos abandonados e que vagam famintos, doentes ou feridos, muitas vezes, vitimas de acidente de trânsito. São protetores que recolhem, levam para tratamento em uma clínica veterinária e buscam um lar transitório (LT) até que um definitivo seja encontrado.

Presidente da Associação Mato-grossense Voz Animal (AVA/MT), Maria das Dores Gonçalves da Silva, também reforça a importância dos animais serem tratados com carinho e dignidade. “As pessoas tendem a abandonar mais os gatos do que os cachorros por que criam mais e as pessoas não têm o hábito de castrar”, lamentou. As gatas têm condições de gerar filhotes até três vezes ao ano, sendo que de 4 a 9 gatos podem nascer por parto.

Por isso, ela destaca a importância do projeto de lei (PL) 1376/03, que cria regras para o controle populacional de cães e gatos em todo país, aprovado no início desta semana pela a Câmara dos Deputados. “É um avanço e a gente espera que as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande trabalhem realmente pela implantação dessa política nas duas cidades e que com isso diminua a superpopulação e também os abandonos”, frisou.

O projeto estabelece normas para a esterilização levando em consideração as localidades que apontem para a existência de superpopulação desses animais. O projeto segue agora à sanção presidencial.

Pelo PL, que tramitava na Câmara desde 2003, o controle de natalidade de cães e gatos será realizado “mediante a esterilização permanente, cirúrgica, ou não, desde que ofereça ao animal um grau de eficiência, segurança e bem-estar.” Pelo texto, a esterilização será feita exclusivamente por veterinário e ocorrerá após estudo sobre a quantidade de animais.

O projeto também proíbe que os animais sejam mortos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres.

O projeto aprovado pela Câmara prevê ainda que os recursos para implementação do programa serão provenientes da Seguridade Social da União, com contrapartida dos municípios de pelo menos 10% dos custos.

O descumprimento das regras da lei sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais. Se virar lei, o PL 1376/03 entrará em vigor 120 dias após sua publicação.

A AVA/MT é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que atua ativamente na defesa e proteção da vida animal e sobrevive com doações e ajuda dos próprios voluntários. Atualmente, a entidade tem um custo mensal de R$ 30 mil em média e abriga 300 animais, dos quais 200 cães e 100 gatos disponibilizados para adoção.

Denuncias de abandono e maus tratos devem ser formalizadas na Delegacia do Meio Ambiente (65-3314-5808) ou Juizado Volante Ambiental (65-3642-4064), ou ainda, em caso de flagrante agressão, a própria Polícia Militar (190).

Fonte: Diário de Cuiabá

Data: 13/3/2017 11:44:32

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