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Notícias - ANIMAIS


 

Ativistas tentam salvar macaco considerado iguaria na Indonésia

Numa área remota da Indonésia, entre vulcões e densas florestas, uma espécie de macaco, a Macaca nigra, conhecida localmente como yaki, luta pela sobrevivência. O animal é classificado como “criticamente ameaçado” na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, não pela destruição de seu habitat, mas por ser considerado uma iguaria entre os habitantes da região.

— Em outros lugares, espécies de macacos estão enfrentando a extinção por causa do encolhimento do habitat — disse Yunita Siwi, da ONG Selamatkan Yaki, que luta pela proteção desses primatas, em entrevista à AFP. — Aqui o habitat está ficando menor, e as pessoas estão comendo os macacos.

Ativistas e autoridades tentam convencer os aldeões da Ilha Celebes a pararem de comer essa espécie de macaco, uma das muitas criaturas exóticas que fazem parte da dieta das comunidades indígenas locais. Além da Macaca nigra, a Indonésia é lar de outras espécies ameaçadas, como os tigres e orangotangos.

De acordo com as estimativas, existem cerca de 2 mil macacos da espécie vivendo uma área protegida de 8.800 hectares, mas outros 3 mil vivem em regiões sem qualquer fiscalização, sob a mira de caçadores interessados em sua carne, apreciada pelos habitantes nas províncias ao norte de Celebes.

‘GOSTO DE CARNE DE CACHORRO’

A carne da Macaca nigra é apreciada pelo povo Minahasa, um grande grupo cristão no país de maioria muçulmana, que não impõe restrições a comer animais exóticos, como as comunidades islâmicas.

— Eu gosto do sabor, quente e picante, parecido com o javali ou o cachorro — disse Nita, uma mulher de 32 anos que se identificou apenas pelo primeiro nome.

No mercado da cidade de Tomohon a oferta de animais selvagens é grande. Vendedores oferecem várias espécies, incluindo cobras pítons, yakis e morcegos, além dos domesticados cachorros. Os macacos e algumas outras espécies são protegidas pela legislação indonésia, e autoridades já realizaram batidas no passado, mas foram rechaçados por violentos protestos.

Mesmo assim, o comércio desses animais continuou, e esses mercados são até mesmo oferecidos como opção de passeio por agências turísticas. Com a demanda pela carne, caçadores vão cada vez mais longe dentro das florestas atrás da Macaca nigra, abrindo clareiras em áreas remotas da ilha.

As estimativas indicam que a população de Macaca nigra despencou 80% nas últimas quatro décadas, de 300 animais por quilômetro quadrado em 1980 para apenas 45 em 2011. Essa tendência para o desaparecimento fez com que ativistas e autoridades locais lançassem uma campanha para salvar a espécie.

Tendas foram montadas em mercados locais, explicando para a população que a Macaca nigra é uma espécie protegida e ameaçada de extinção, e outdoors foram espalhados pelas estradas, alertando que a caça do animal pode ser punida com até 5 anos de detenção. ONGs e o governo local inseriram no currículo escolar aulas sobre conservação da espécie.

Os ativistas também se aproximaram com igrejas católicas locais, pedindo aos padres que ensinem que os humanos são os guardiões da Terra e devem proteger espécies ameaçadas, como os macacos. Eles também destacam o papel do animal na biodiversidade, por dispersarem sementes ao longo da região florestal.

Fonte: O Globo

Data: 5/4/2017 09:35:28

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