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Notícias - ANIMAIS


 

Coronel denunciado por maus-tratos aceita entregar animais à Prefeitura de Campinas (SP)

Depois de três anos de denúncias de maus-tratos a animais à Prefeitura de Campinas, o coronel José Antônio Prado, da reserva do Exército Brasileiro (EB), comprometeu-se a entregar os cães e gatos – que mantém em imóveis na região de Campinas – à Administração municipal.

O Poder Executivo assumirá os animais hoje (11) pela manhã. Prado foi aconselhado pelo Exército, que teve ciência e acompanha o caso há uma semana – desde a noite de terça (4) -, quando o militar aposentado foi detido por agredir quatro guardas municipais e por maus-tratos aos animais.

O compromisso do coronel foi firmado na tarde desta segunda (10) entre o militar e o Departamento de Proteção e Bem Estar Animal (DPBea), por meio de intermediação do EB. Além de aconselhá-lo a entregar os cães e gatos, a Força Armada também o convenceu a fazer um tratamento psiquiátrico, que já começou.

“Nesta terça-feira (11), pela manhã, a prefeitura fará uma vistoria em todos os imóveis. Realizará um inventário de todos os animais, levará para o departamento os que precisem de internação e tratará dentro das próprias residências os casos menos críticos. Os imóveis que são alugados continuarão sendo pagos pelo coronel até que todos os animais consigam ser adotados”, afirma o diretor do DPBea, Paulo Anselmo Nunes Felippe. “Vamos inclusive vistoriar e classificar todos os animais dos imóveis fora de Campinas”, acrescenta o gestor municipal.

Agilidade

“Desde quando tomamos ciência do caso (na noite da última terça-feira), verificamos que o coronel da reserva não estava em seu perfeito estado emocional e psicológico. Por isso, prestamos todo o apoio médico e psiquiátrico. Além disso, oferecemos toda a estrutura para que ele pudesse tomar melhores decisões. Mostramos a ele que era preciso um tratamento, e ele entendeu que o melhor para os animais seria entregá-los”, declara o tenente-coronel Eduardo José Gonçalo, chefe da Seção de Comunicação Social da 11ª Brigada de Infantaria Leve.

Prado está reformado do Exército há cerca de dez anos. E, como não cometeu crimes militares, a questão não é da alçada do EB, mas particular. “Apesar disso, prestamos todo o nosso apoio. Nós fizemos todo o meio de campo para que ele pudesse se sentir mais confortável. Tomamos providências, demos orientações e tudo terminou de forma positiva”, acrescenta Gonçalo.

No sábado, os protetores ‘acamparam’ em frente a uma das que o coronel mantém depois de receberem uma denúncia de que ele pretendida fugir para uma chácara em Araras com os animais.

No domingo, chamaram a polícia porque os cães e gatos estavam sem água e nem comida desde pelo menos sexta-feira. O delegado do 4º Distrito Policial Tiago Reis autorizou a entrada e a retirada de cerca de 20 bichos doentes e ordenou a presença da Guarda Municipal no local. Na manhã de segunda-feira, entretanto, Paulo Anselmo criticou a ação dos protetores. “Isso não pode ser feito dessa forma. Querendo invadir, sem provas”.

Já o protetor Luiz Fernando Moura, reprovou o posicionamento da Prefeitura. “Eu acho engraçado o departamento de proteção ser contra a gente alimentar os animais. Poxa. Eles são um departamento pra cuidar dos animais. O diretor é veterinário e fala um absurdo desses? Ele acha que a gente tem que deixar os cachorros morrerem de fome ao invés de tratar? Não tinha ração. Não tinha água lá dentro. Acho que tem alguma coisa errada. O setor está em mãos erradas. Essa que é a verdade”, declarou, referindo-se inclusive à demora na resolução do caso.

Preocupação

O DPBea recebe denúncias sobre o coronel desde 2014, segundo a advogada Márcia Regina Camargo, síndica do Condomínio Gaivota, no Botafogo, onde o militar mantém um apartamento. “Tudo o que a Prefeitura sabe fazer é relatórios. Não toma nenhuma medida efetiva. Fica se esquivando, tentando jogar o problema para os protetores de animais, como aconteceu na terça-feira, quando eles tiveram que arcar com a maioria (cerca de 35 dos 40) resgatados na casa do Guarani”, afirmou a moradora ao Correio. “Isso poderia ter sido resolvido há três anos com a boa vontade deles”, acrescentou.

Depois de três anos de denúncias, a doutora em medicina veterinária Ingrid Menz, presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas (CMPDA) e membro da Comissão de Ética no Uso de Animais (Ceua) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pode comemorar uma solução. “A notícia é ótima. Pena ter tido que chegar a esse ponto. Se a família tivesse tomado posição, ele não teria sido exposto a tudo isso e nem cometido tantas maldades”.

Ingrid se preocupa também quanto ao futuro. “A minha preocupação é se ele vai ser supervisionado 24 horas por dia. Porque ele precisa de supervisão. Se não for interditado, fará tudo de novo, e de novo, e de novo, porque dispõe de recursos financeiros para isso”.

A vizinha de frente de um dos dois imóveis da rua Rua Cônego Manoel Garcia, no Jardim Chapadão, está esperançosa, mas não despreocupada. “Eu só vou me sentir realmente aliviada e feliz na hora que eu receber a notícia de que ele está trancafiado ou em um hospital ou na cadeia porque ele ele não está cometendo maus-tratos. Já passou desse nível há muito tempo. É uma monstruosidade o que ele vem fazendo”.

Estado dos animais

“A situação é bem complicada. Os animais são muito ariscos. Parece bicho do mato. Não tinha amor, carinho, contato com pessoas. Estavam morrendo de fome. E a gente acredita que eles não estão tão magros porque estão confinados. Se ficassem soltos, provavelmente teriam mais gastos de energia e estariam mais magrinhos. O que mais assusta a gente é na hora em que faz o exame de sangue, dá anemia, muita verminose, doença do carrapato”, informa a protetora Luiza Grande, da ONG Anjos de Rua, que resgatou oito cães. Quem quiser ajudar, deve entrar em contato pelo anjosderuacampinas@gmail.com

Entre os dez cães resgatados na terça-feira na casa do Jardim Taquaral, o cãozinho Frederico (foto que abre a matéria) continua internado em estado grave no Hospital Veterinário Taquaral. Está com cinomose e estava sendo alimentado por sonda, mas passou a comer voluntariamente. Foi resgatado pela protetora independente Christina Lee Mac Fafden. Além dela, estão se responsabilizando pelo cão as protetoras Raíssa Oliani Ortiz e Marynes Silva. Quem quiser ajudá-las com as despesas veterinárias deve entrar em contato com Marynes pelo WhatsApp (19) 992705779.

Fonte: Correio RAC

Data: 11/4/2017 09:09:54

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